Quinta-feira, Abril 13, 2006

I'm a Rock


Enfim, saí o quadrinho que dá nome ao blog. “I’m a Rock” é uma música de 1965 composta por Paul Simon para a dupla de Folk-Rock Simon & Garfunkel. Não sei bem como a idéia de transformar a música em desenho me veio na cabeça, o fato é que para várias das músicas de S&G eu consigo imaginar as cenas descritas pelas letras.

No caso de “I’m a Rock” achei que ficava bom o contraste de ser uma criança recitando a letra. “É só uma criança”, dirão alguns, mas bem sabemos que crianças são passiveis de terem sofrido todo tipo de amarguras presentes na vida e, talvez, da forma mais intensa. “É por ser uma criança”, dirão outros, pois uma parte da letra é a imaturidade de achar que o isolamento do mundo externo é a solução.

Muitos já proclamaram também que nos dizeres das crianças se encerra toda a verdade dos sentimentos ditos de forma simples. O menino sabe que não encontrou ainda a solução das suas amarguras e sofre, o fim da música favorece a interpretação desse quase poema.

Bom, não falo mais se não estraga, :) o bom da arte são as várias interpretações possíveis, infinitas, na verdade, cada um tem a sua. Me apontaram algumas interpretações bem legais associando as imagens com a letra, não foi intencional, estou certo de que muitas outras não-intenções são passíveis no momento em que cada um lê, é aí que está a beleza!

Por fim, agradeço muito aos que apreciaram, sugiro que procurem ler o quadrinho ouvindo a música junto, fica bem legal. É só me pedir que eu passo o arquivo mp3!

msn: vicsen@bol.com.br
email: vic_senn@yahoo.com.br

I'm a rock comic strip from Simon and Garfunkel tune.

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Terça-feira, Abril 11, 2006

O INIMIGO No.1 DO ESTADO

A charge abaixo é ao mesmo tempo uma brincadeira e uma homenagem. Milton Friedman é um dos principais economistas do século XX, em termos de pensamento e teoria econômica, uma figura imponente. Sua obra “Capitalismo e Liberdade” é um conhecido best-seller onde Friedman exalta os pontos onde o capitalismo reforça a liberdade política, religiosa, ideológica e também em um sentido mais amplo da palavra. É uma visão muito bonita do poder que o capitalismo possui para libertar os grilhões da arbitrariedade que oprime a população. No entanto, com toda a humildade que me cabe ao me opor ao prêmio Nobel, não concordo com todas as idéias de política propostas por Friedman, em parte porque sua visão do capitalismo é excessivamente romântica. Tendo isso em conta, certo dia (já há algum tempo atrás), estudando no livro “História do Pensamento Econômico” de E. K. Hunt, encontrei uma passagem que soa um tanto como uma crítica caricata. Hunt, na página 489, levanta 11 pontos onde Friedman era contra as políticas econômicas em voga, na maioria, era onde havia presença marcante do Estado. Os pontos do Hunt são forçados, mas a crítica fica boa na forma do desenho abaixo.

Para visualizar clique 2 vezes e expanda.

Miséria S.A. 2

Temática um pouco variada.