Trocando alguns e comprando outros fiz um apanhado legal de Fanzines na FIQ. Vou ler todos e eleger por minha conta o melhor. Só para destacar como referência.
Não cheguei a pegar todos mas foi uma boa amostragem.
Vamos ver qual escolho ;).
terça-feira, outubro 23, 2007
domingo, outubro 21, 2007
6° Dia do Festival Internacional de Quadrinhos de BH
Voltei pra casa com a sensação de que já posso morrer feliz! Quando se descobre pronto para partir a vida fica mais plena. A aceitação de que o esforço que se faz agora é o nosso máximo e é o melhor que conseguimos e de que a continuação não importa, pois a realização está no fazer, no saber que viveu. A única coisa que cada um de nós podemos requisitar da vida é que realmente a tenhamos vivido. "My Way" ou "Travessia" traduzem isso que sinto, um tom melancólico? Deve ser o vinho, o fim do Festival... Posso dizer com certeza que foi a melhor edição do FIQ que já houve. Talvez seja apenas o cansaço de ter viajado ontem durante duas horas dirigindo para chegar a comemoração da defesa do meu primo, dormir só as 3:30 da manhã e voltar ainda hoje pela manhã para o almoço na casa do pai de minha amada Cecília, as 14:00 da tarde. Sair de lá as 16:00 para passar no último dia do Festival. Mando aqui um abraço à Maria Inês que fez um dos elogios e comentários mais legais à nossa revista. Sem falar a excelente impressão que me deixou na conversa, ela percebeu uns lances que a maioria das pessoas está passando batido, além do principal: ter achado divertido pra caramba! Maria Inês, obrigado pela sensibilidade.O apagar das luzes do festival (apagar das luzes mesmo, faltou luz por alguns segundos) foi com o bate-papo entre os irmãos gêmeos dos 10 paezinhos, Fábio Moon e Gabriel Bá, que começaram como fanzineiros. Os dois falaram coisas muito interessantes, a platéia estava composta pela maioria adolescentes, todos atentos. Concordei com a visão de trabalho, de mercado e dedicação dos dois autores, discussão sobre o que funciona, porque dá certo uma historinha, como batalhar, o que falta no mercado editorial brasileiro etc. Só acho que eles se alongavam muito nas respostas, trazem bastante informação, mas deixa o bate-papo um pouco cansativo, ainda mais como último evento. A última ATUM do FIQ foi para os dois. Que autografaram uma edição mais antiga que tenho da "O Girassol e a Lua".
Já saindo do evento deixei mais uma ATUM com o joão da Umbigo e com a que me disse ser a Priscila, moça interessante que parecia ser de São Paulo, embora tenha me dito que era de todos os lugares. Os dois iam para uma mostra de cinema espanhol no Palácio das Artes. Os acompanhei em uma conversa sobre quadrinhos, porém estava quebrado demais para aguentar uma sessão de cinema e fila.
Valeu a pena! Espero que todos que tenham lido a ATUM tenham gostado, aguardamos também as críticas. Não sei se vai haver próximo número, não precisa haver próximo, é que nem a vida, não precisa do próximo dia, mas se hover será uma dádiva. Mas há pessoas que nos estimulam a continuar e essas são as que nos importam. Um grande abraço!
sábado, outubro 20, 2007
5° Dia do Festival Internacional de Quadrinhos de BH
Hoje foi, com certeza, o dia mais movimentado e bacana da FIQ. Como eu havia previsto no primeiro dia, o plot da leitura ficou lotado e impraticável. E eu ainda me aventurei a comprar algo lá. Estava procurando mesmo era um Mandrafina ou o Carlos Sampayo, mas entre os vendedores, "ninguém sabe, ninguém viu". Esse é um lado também do nosso mercado, despreparo sobre o que se está vendendo. Embora encontramos realmente alguns excelentes vendedores que nos sugerem coisas novas e acertam na sugestão. Mas frustrante:
Sokal nunca foi editado no Brasil
Não achei o Mandrafina e
o Sampayo pude conferir hoje em casa que tem, Billie Holliday pela L&PM, mas a universo HQ diz que sim e o site da editora diz que não (ou pelo menos não há cadastro).
Já pela manha de hoje ocorreu o esperado encontro com o Eddie Berganza editor da DC. Não sei se o encontro correspondeu as expectativas de quem foi pois cheguei ao FIQ a uma da tarde. De todo modo, me interesso cada vez menos pelo mercado americano e não tenho portfólio que possa apresentar. Gostaria de ver para conferir. Essa tarde no stand das revistas independentes foi movimentada. O roteirista Daniel Esteves (ainda vou falar mais dele aqui) deu o pontapé inicial a uma historinha escrita pelos quadrinistas independentes. Cada um desenhava um quadrinho desenvolvendo a história. Lógico que ficou uma coisa de louco. O roteirista Daniel apareceu na história duas vezes, já que havia um clone! E beijou a se próprio! O Guazzelli foi quem fez o quadrinho. Creio que em breve a história completa poderá ser conferida na integra. Eu participei com um quadrinho lá. Troquei quadrinho com o Plínio roteirista do Dinossauro do Amazonas. Parece ser bem legal, o desenho é bem cômico. Descobri uma revista de Goiania que está com excelente qualidade: Klan. Por já ter morado em Brasília conhecia um dos desenhistas de maior sucesso de lá, o Galvão com seus bonecos sem braços. Troquei um zine, pagando a diferença com o Guilherme.
Uma desvantagem desses encontros e eventos que é, ao mesmo tempo, também vantagem, são os vários programas ao mesmo tempo. Nem lembrei da oficina de roteiro do Berardi. Poxa, que era uma excelente idéia para quem faz quadrinhos.
A partir das 16:00, chegando um pouco mais atrasado na verdade, fui à mesa de adaptações literárias com Pascal Rabaté, Marcatti, Bira Dantas e Alécio Cunha, que falaram dessa tendência realimentada de quadrinizar sucessos da literatura. Eu já vinha acompanhando esse moviento e achei interessante acompanhar a palestra. Marcatti estava lançando também sua revista "Quadrinhos Escatológicos". Aprecio muito o desenho do Marcatti desde o sujo e underground Ratos de Porão que era um dos zines mais engraçados daquela época. Troquei uma ATUM com o Bira Dantas pela BIRA ZINE, coleção de cartuns do Bira. Nessa mesa conheci o cartunista famoso do Rio Grande do Sul, o Santiago. Ele comprou uma ATUM e me passou um cartão assinado com um cartum de sua autoria.
Logo mais, as 18:30 participei da mesa mais ineteressante da FIQ até agora: "Pesquisa e HQs". Sou um quadrinista que gosta da pesquisa em quadrinhos. Acho que temos muito que aprender com ela e durante a mesa foram passadas várias dicas interessantes sobre o que tem sido feito na área aqui dentro do Brasil:
Blog dos Quadrinhos do Paulo Ramos
os trabalhos do Gazy Andraus
Sobre o Waldomiro Vergueiro, muito legal esse núcleo de pesquisas da USP.
Sempre tive vontade de fazer algo relacionado à economia e quadrinhos. O método de Contabilização das páginas já é algo. Mas o legal mesmo seria fazer uma análise de estrutura de mercado. Tendo os dados isso é possível.
As 19:30 houve o bate-papo com o Carlos Sampayo e o Berardi na praça de alimentação. Mas tava uma baralhuda de gente conversando, achei até meio desrespeitoso e infelizmente acho que estava cansado demais para prestar suficiente atenção. No entanto, são dois interessantes roteiristas falando sobre personagens, como eles influenciam a história e a relação com editores e demais dicas. Em bate-papo, a tradução do espanhol para o português é meio redundante, mas a mulher tardutora do Carlos Sampayo era simplesmente deslumbrante, um mulherão, sempre que ela estiver, a tradução do espanhol para o português será um tremendo deleite, sempre bem vinda. Ela deve ter sido outro fato dispersador, aliás, a essa hora voltou o calor infernal, a maioria dos ouvintes etava num cantinho escuro para ficar numa região mais refrescante da praça. Esse bate-papo foi muito prejudicado pela hora e pelas pessoas. deveria ter sido no auditório ou em outra sala.
Saindo da FIQ passei pelo Celton, estava um bolinho em volta dele e deixei para conversar com ele noutra oportunidade. Cansado mas satisfeito por esse dia movimentado fui me embora.
Sokal nunca foi editado no Brasil
Não achei o Mandrafina e
o Sampayo pude conferir hoje em casa que tem, Billie Holliday pela L&PM, mas a universo HQ diz que sim e o site da editora diz que não (ou pelo menos não há cadastro).
Já pela manha de hoje ocorreu o esperado encontro com o Eddie Berganza editor da DC. Não sei se o encontro correspondeu as expectativas de quem foi pois cheguei ao FIQ a uma da tarde. De todo modo, me interesso cada vez menos pelo mercado americano e não tenho portfólio que possa apresentar. Gostaria de ver para conferir. Essa tarde no stand das revistas independentes foi movimentada. O roteirista Daniel Esteves (ainda vou falar mais dele aqui) deu o pontapé inicial a uma historinha escrita pelos quadrinistas independentes. Cada um desenhava um quadrinho desenvolvendo a história. Lógico que ficou uma coisa de louco. O roteirista Daniel apareceu na história duas vezes, já que havia um clone! E beijou a se próprio! O Guazzelli foi quem fez o quadrinho. Creio que em breve a história completa poderá ser conferida na integra. Eu participei com um quadrinho lá. Troquei quadrinho com o Plínio roteirista do Dinossauro do Amazonas. Parece ser bem legal, o desenho é bem cômico. Descobri uma revista de Goiania que está com excelente qualidade: Klan. Por já ter morado em Brasília conhecia um dos desenhistas de maior sucesso de lá, o Galvão com seus bonecos sem braços. Troquei um zine, pagando a diferença com o Guilherme.
Uma desvantagem desses encontros e eventos que é, ao mesmo tempo, também vantagem, são os vários programas ao mesmo tempo. Nem lembrei da oficina de roteiro do Berardi. Poxa, que era uma excelente idéia para quem faz quadrinhos.
A partir das 16:00, chegando um pouco mais atrasado na verdade, fui à mesa de adaptações literárias com Pascal Rabaté, Marcatti, Bira Dantas e Alécio Cunha, que falaram dessa tendência realimentada de quadrinizar sucessos da literatura. Eu já vinha acompanhando esse moviento e achei interessante acompanhar a palestra. Marcatti estava lançando também sua revista "Quadrinhos Escatológicos". Aprecio muito o desenho do Marcatti desde o sujo e underground Ratos de Porão que era um dos zines mais engraçados daquela época. Troquei uma ATUM com o Bira Dantas pela BIRA ZINE, coleção de cartuns do Bira. Nessa mesa conheci o cartunista famoso do Rio Grande do Sul, o Santiago. Ele comprou uma ATUM e me passou um cartão assinado com um cartum de sua autoria.
Logo mais, as 18:30 participei da mesa mais ineteressante da FIQ até agora: "Pesquisa e HQs". Sou um quadrinista que gosta da pesquisa em quadrinhos. Acho que temos muito que aprender com ela e durante a mesa foram passadas várias dicas interessantes sobre o que tem sido feito na área aqui dentro do Brasil:
Blog dos Quadrinhos do Paulo Ramos
os trabalhos do Gazy Andraus
Sobre o Waldomiro Vergueiro, muito legal esse núcleo de pesquisas da USP.
Sempre tive vontade de fazer algo relacionado à economia e quadrinhos. O método de Contabilização das páginas já é algo. Mas o legal mesmo seria fazer uma análise de estrutura de mercado. Tendo os dados isso é possível.
As 19:30 houve o bate-papo com o Carlos Sampayo e o Berardi na praça de alimentação. Mas tava uma baralhuda de gente conversando, achei até meio desrespeitoso e infelizmente acho que estava cansado demais para prestar suficiente atenção. No entanto, são dois interessantes roteiristas falando sobre personagens, como eles influenciam a história e a relação com editores e demais dicas. Em bate-papo, a tradução do espanhol para o português é meio redundante, mas a mulher tardutora do Carlos Sampayo era simplesmente deslumbrante, um mulherão, sempre que ela estiver, a tradução do espanhol para o português será um tremendo deleite, sempre bem vinda. Ela deve ter sido outro fato dispersador, aliás, a essa hora voltou o calor infernal, a maioria dos ouvintes etava num cantinho escuro para ficar numa região mais refrescante da praça. Esse bate-papo foi muito prejudicado pela hora e pelas pessoas. deveria ter sido no auditório ou em outra sala.
Saindo da FIQ passei pelo Celton, estava um bolinho em volta dele e deixei para conversar com ele noutra oportunidade. Cansado mas satisfeito por esse dia movimentado fui me embora.
sexta-feira, outubro 19, 2007
4° Dia do Festival Internacional de Quadrinhos de BH
Essa sexta feira choveu forte o que deu uma amenizada no calor, mas não de forma suficiente para baixar a temperatura do Festival e de BH que está muito quente. Nessa sexta decidi pegar mais leve, nem tentei vender nenhuma revista. Tirei o tempo para olhar os painéis da exposição. Começando pela entrada, uma dica interessante para quem curte quadrinhos e educação ou como usar os quadrinhos para educar é o persongem Mendelévio de João Marcos Mendonça que esse ano ganhou o troféu HQ mix. Há uma exposição com cartunistas de BH onde vc caminha sobre o mapa da cidade visitando pontos da cidade. Entre os nomes podemos encontrar Mário Vale, Duke, Chantal.
No final, ao lado do stand da Casa dos Quadrinhos, havia a exposição do Japão, com películas de animes e desenhos de vários autores japas. Quanto as mesas e apresentações, foi interessante assistir a mesa sobre a atual produção de Mangás com a desenhista Kan Takahama ao lado da Sonia Luyten. Para um pequeno resumo do trabalho da Kan veja esse site.
A desenhista falou das novas editoras, trabalho técnicas etc. A Sonia falou de novas tendências no mercado de quadrinhos japonês. Depois dessa mesa, houve a sessão com o Benoît Sokal sobre o qual eu já falei. Sokal apresentou rapidamente os seus desenhos em quadrinhos e a relação que eles possuem com o novo trabalho que ele está realizando agora, que é o jogo de Video Game Syberia. Sokal parecia querer justificar a importância de saber bem construção de roteiro e personagem, assim como era muito vasto o mundo de possibilidades do video-game já que a pessoa age no papel do personagem e não apenas assiste. Mesmo assim sua palestra soou algo decepcionate para quem admira seus desenhos em BD. Foi 80% falando dos vídeos e sobre o que há no jogo. Interessante de todo modo, mas não pude ficar para as perguntas finais, tive de dar aula.
De dicas de quadrinhos desse dia tenho o lançamento do Estórias Gerais escrito pelo roteirista Wellington Srbek. Eu comprei. Meu irmão, que não lê quadrinhos, começou a ler e elogiou bastante esse trabalho. Uma dica muito válida. Para os que quiserem saber mais sobre a obra prima do Srbek e do "falecido mestre" Flávio Colin, confira aqui no site da Conrad. Como era de se esperar o movimento foi maior hoje. Leandro vendeu algumas revistas e distribuiu outras. Eu vendi apenas uma.
A desenhista falou das novas editoras, trabalho técnicas etc. A Sonia falou de novas tendências no mercado de quadrinhos japonês. Depois dessa mesa, houve a sessão com o Benoît Sokal sobre o qual eu já falei. Sokal apresentou rapidamente os seus desenhos em quadrinhos e a relação que eles possuem com o novo trabalho que ele está realizando agora, que é o jogo de Video Game Syberia. Sokal parecia querer justificar a importância de saber bem construção de roteiro e personagem, assim como era muito vasto o mundo de possibilidades do video-game já que a pessoa age no papel do personagem e não apenas assiste. Mesmo assim sua palestra soou algo decepcionate para quem admira seus desenhos em BD. Foi 80% falando dos vídeos e sobre o que há no jogo. Interessante de todo modo, mas não pude ficar para as perguntas finais, tive de dar aula.
De dicas de quadrinhos desse dia tenho o lançamento do Estórias Gerais escrito pelo roteirista Wellington Srbek. Eu comprei. Meu irmão, que não lê quadrinhos, começou a ler e elogiou bastante esse trabalho. Uma dica muito válida. Para os que quiserem saber mais sobre a obra prima do Srbek e do "falecido mestre" Flávio Colin, confira aqui no site da Conrad. Como era de se esperar o movimento foi maior hoje. Leandro vendeu algumas revistas e distribuiu outras. Eu vendi apenas uma.
quinta-feira, outubro 18, 2007
3° Dia do Festival Internacional de Quadrinhos de BH
A começar com uma observação óbvia endereçada aos que ficam chorando a falta de mercado e pedindo proteção. Não tem que ter proteção nem reserva de mercado coisa nenhuma o lance é perceber como as coisas caminham e como a mente da maioria dos quadrinistas é embotada.
As mesmas pessoas que reclamam dos problemas de mercado no Brasil e blá, blá, blá, são as que menos compram revistas. "Pô, eu compro revista para caralho!". Acho que os outros fãs de quadrinhos deviam fazer o mesmo. E compro coisa diferente, fora do mercadão e acho saudável diversificar dessa forma, cultura é feita para a diversificação... Mas daí chego para outros fanzineiros e pergunto: "E aí cara, topa trocar um fanzine?!" E o cara fica de nhém, nhém, nhém, diz que não, blá, blá, blá... Eu até entendo a situação de vários quadrinistas, se deslocaram de suas cidades para participar aqui em BH, a maioria deve ter pago a viagem do próprio bolso, mas ouvi esse lance de fanzineiro daqui da capital mineira. Pô qualé?! salto alto?! "Fuck", mostre o dedo pra essa galera!!! Se você não compra, como esperar que os outros comprem de vc?! Vá se fu... pra esse pessoal.
o quadrinho norte-americano jabá batidão, o mangá, a banda desenhada européia e o americano bom.
É só ver,
Pq que Alan Moore é fera? Quem não se divertiu lendo Watchmen, V de Vingança e outros clássicos, e olha que vc pode até não gostar, mas tem qualidade. Neil Gaiman e Frank Miller são outros feras, mas assim também o foram Stan Lee, Jack Kirby, McCay. Os quadrinhos americanos explodem de coisa boa. E podemos sair do circuitão: temos Dan Clowes, Will Eisner, Harvey Peaker, Bob Crumb, Joe Sacco, McCloud, Terry Moore, uma infinidade de caras que admiro e outros que ainda nem conheço (pena não haver nenhuma mulher na lista ainda).
E no lado do quadrinho Europeu?
Temos o Hergè, o Gradmir Smudja, Gosciny e Uderzo, Franquin, Hugo Pratt, Crepax, José Carlos Fernandes, Sokal, Silvestri e dezenas de outros que não me vêm à cabeça agora.
Manga não é minha praia, mas Tesuka é fera, o que não dizer de Koike e Kojima, Miyazaqui é Deus (se compara a um Will Eisner no lado ocidental), Shirow, Otomo ..., e olha que nem gosto tanto do AKIRA, mas tenho de dar o braço a torcer que é excelente.
Todos esses quadrinistas poderiam disputar à tapa a colocação na ponta daquele breve ranking geral que fiz acima. Não preciso mencionar os jabazões americanos que estão na rabeira da lista, mas se quiser achar um vá a uma grande loja e compre qualquer coisa que tiver bastante das cores roxo, rosa-choque, verde-limão, ou alguma vairiação disso, portanto, qualquer coisa que pareça uma alegoria da Mangueira. Porém no carnaval va lá essas cores, mas o ano inteiro desse jabá.
Já lá fora da Serraria, topamos com o pessoal da dita revista, não levaram a ATUM mas foram, de todo modo, simpáticos.
E se é pra mencionar uma mulher desenhista fico com a argentina Maitena das engraçadas tirinhas do Mulheres Alteradas. Bom, se teve uma coisa que tivemos hoje foi a cara dura. Conversei rapidamente em portunhol com o Mandrafina em um papo que não deixou de ser interessante.
O lance é não grilar. A gente fica muito envolvido com esse troço de vender, mas o importante mesmo, e o que queremos de verdade é divulgar, não é atoa que entregamos altos fanzines de graça, já foram bem uns 15, posso conferir as contas aqui pois estamos anotando tudo na ponta do lápis.
Ah sim! O pessoal de fanzine deve comprar pouco também porque eles provavelmente não possuem a prática e experiência de adotar duas caixas separadas para situções diferentes, existe a caixa de empresa e a caixa pessoal. O que eu compro em HQ não é o que eu estou obtendo em vendas, estou adotando a saudável prática de separar a grana que é minha da que é do nosso Fanzine! Depois de zerado o estoque é que vamos repartir os lucros, daí decido se compro mais ou não revistas. Fanzineiro, faça isso! Vc vai ver como ajuda. :)
Nem sei se vai haver uma ATUM n° 2, o que importa é colocar algo novo, nosso zine tem proposta, é um universo que já bolo há uns 2 anos. Aliás, o Profissão Repórter de hoje teve um pouco a ver com a ATUM, foi sobre a história de pessoas que ralam de verdade. É mais ou menos a história do Edu Caray, da Tina Tilanga, da Silvinha, do Motoboy (teve um programa dos motoboys também), todos personagens do zine. Por falar nisso, Caco Barcelos é 'o' Jornalista, recomendo bastante seu livro Rota 66!
Sem mais delongas, para mim o saldo das experiências é extremamente positivo. A Sonia Luyten comprou um zine e elogiou, muito simpática.
Falou galera até amanhã!
quarta-feira, outubro 17, 2007
2° Dia do Festival Internacional de Quadrinhos de BH
Hoje não tive muito tempo de ficar lá na FIQ, cheguei um pouco depois das 17:00 e tive de ir embora as 18:30, e ainda assim, em cima da hora, pois tinha de dar aula no campus da UFMG as 19:00. Não conferi a mesa com os editores da Marca de Fantasia (a qual falei aqui ontem), da Pixel (uma das maiores no Brasil atualmente) e da Zarabatana (especializada nos quadrinhos eróticos).
Mas foi tempo o suficiente para conhecer uns lances novos e comprar quadrinhos:
Em um desses acasos da vida encontrei uma amiga do Cedeplar, não estranhem o nome, é lugar onde eu trabalho e estudo com economia na UFMG. A Tatiana estava ajudando o namorado Danilo com a venda dos quadrinhos a Tchurma!! (edição Voltada para o público infantil que terá seu lançamento dia 20 as 18:30) e Overground (que apesar do nome, é bem undergroud, com algumas similaridades com ATUM pelo visto).
Passo aqui minhas compras como dicas também, temos em primeiro lugar um cara que é cria do Daniel Clowes, um quadrinista que produz relativamente pouco mas muito bem. Bom, o autor em questão é o Charles Burns, o traço é tão parecido que eu pensei estar comprando um quadrinho do outro autor. Enfim comprei a edição nacional de Black Hole, que pelo nome me lembrou aquela música do SoundGarden: "Black Hole Sun", mas isso pra outra hora. A editora é a Conrad, que em termos de qualidades em quadrinhos é a primeira, embora isso seja meu julgamento, é logico.
A segunda dica que comprei foi o sempre ótimo Scott McCloud, que está na minha lista de links favoritos já faz tempo. McCloud publicou sua terceira revista sobre teoria dos quadrinhos. A julgar pelos dois primeiros livros (que são desenhados em forma de comics mesmo, estamos falando de quadrinhos ora essa!), o terceiro livro, Desenhando Quadrinhos, também deve ser muito bom, McCloud é inteligente demais para escrever algo ruim. Embora exista uma discussão sobre se o segundo livro chega a ser pior do que o primeiro e algum ceticismo quanto a esse último, mas eu achei o "Reinventando os Quadrinhos" (o segundo da série) ainda melhor do que o "Descobrindo...".
Bom por hoje foi isso, não levei a câmera nem teria tempo de tirar fotos, mas amanhã as apresento aqui. Abraço as moscas e grilos que lêem este blog.
Mas foi tempo o suficiente para conhecer uns lances novos e comprar quadrinhos:
Em um desses acasos da vida encontrei uma amiga do Cedeplar, não estranhem o nome, é lugar onde eu trabalho e estudo com economia na UFMG. A Tatiana estava ajudando o namorado Danilo com a venda dos quadrinhos a Tchurma!! (edição Voltada para o público infantil que terá seu lançamento dia 20 as 18:30) e Overground (que apesar do nome, é bem undergroud, com algumas similaridades com ATUM pelo visto).
Passo aqui minhas compras como dicas também, temos em primeiro lugar um cara que é cria do Daniel Clowes, um quadrinista que produz relativamente pouco mas muito bem. Bom, o autor em questão é o Charles Burns, o traço é tão parecido que eu pensei estar comprando um quadrinho do outro autor. Enfim comprei a edição nacional de Black Hole, que pelo nome me lembrou aquela música do SoundGarden: "Black Hole Sun", mas isso pra outra hora. A editora é a Conrad, que em termos de qualidades em quadrinhos é a primeira, embora isso seja meu julgamento, é logico.
A segunda dica que comprei foi o sempre ótimo Scott McCloud, que está na minha lista de links favoritos já faz tempo. McCloud publicou sua terceira revista sobre teoria dos quadrinhos. A julgar pelos dois primeiros livros (que são desenhados em forma de comics mesmo, estamos falando de quadrinhos ora essa!), o terceiro livro, Desenhando Quadrinhos, também deve ser muito bom, McCloud é inteligente demais para escrever algo ruim. Embora exista uma discussão sobre se o segundo livro chega a ser pior do que o primeiro e algum ceticismo quanto a esse último, mas eu achei o "Reinventando os Quadrinhos" (o segundo da série) ainda melhor do que o "Descobrindo...".
Bom por hoje foi isso, não levei a câmera nem teria tempo de tirar fotos, mas amanhã as apresento aqui. Abraço as moscas e grilos que lêem este blog.
terça-feira, outubro 16, 2007
1° DIA do Festival Internacional de Quadrinhos de BH

Com certeza eu estava sendo injusto no post anterior. Hoje foi o primeiro dia do Festival de Quadrinhos de BH e pude conferir um mar de fanzines independentes e undergrounds além daqueles que mencionei. O desenho ao Lado é o Logo do Festival do artista Julio Shimamoto.
Destaque para o Garagem Hermética que é realmente o mais foda, pesosal de Sampa e Osasco, que por sinal lançam também uma porrada de outros zines como o Sideralman, o Homem-Grilo, A mosca no Copo de Vidro, O Ragu, do pessoal de Pernambuco (se não me engano) e a Avenida (de Curitiba), que eu havia esquecido de mencionar. Bom, e outros mais que ainda vou vasculhar,
Foi legal conferir o Totem, trabalho do Jaum , daqui de BH, que tem o site que já fiz propaganda aqui, que é o www.maisquadrinhos.com.br constam lá o blog da revista e o do selo.
E outras dicas que conferi com o pessoal fanzineiro e durante a mesa redonda sobre cartum:
http://quartomundo.popbaloes.com/blog/, onde há o mapa das independentes
site barsileiro de cartuns:
www.brasilcartoon.com
que copiou a idéia desse site iraniano aqui:
www.irancartoon.com
e a editora de Pernambuco que apoia teses e dissertações na área de quadrinhos:
www.marcadefantasia.com.br
Confiram o Excelente:
Benoît Sokal
Fora isso, a organização do evento está de parabéns. O arcevo desse 5° FIQ está excelente e é bem maior e mais interessante do que dispunhamos no evento anterior. A disposição na Serraria Souza Pinto, que é onde acontece, ficou melhor do que na casa do Conde, há mais convidados internacionais, tem mais espaço e organização. Está tudo beleza!
Criaram um espaço só pra galera independente. Há também as demais editoras, um pouco mais de espaço para a livraria Leitura, embora creio que no Sábado e Domingo vai ficar aquela mesmo empurra-empurra, dentro do stand da loja.
Bom, bora conferir! Hoje foram 7 vendas! Se é que se pode contar troca de fanzine como venda, mas o peixe está vendendo bem, só não deixar aprodecer...
Falow galera, amanha tento tirar fotos do evento e passar lá de novo, nem que seja rapidão!
sexta-feira, outubro 12, 2007
Anúncio Publicitário
Este mês eu e meu colega Leandro Corrêa lançamos o fanzine A.T.U.M., uma verdadeira porrada no marasmo editorial de quadrinhos nacional que anda pra lá de fraquinho, com os mesmos gabaritados nomes onde, de novidade, se destacam apenas os irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá e o mineiro Wellington Srbeck. Posso estar incorrendo em estridente omissão, mas pelo que vejo nas bancas e revistarias é isso mesmo que acontece, daqui de dentro não surgem novidades.
Na próxima semana ocorre em BH o 5° Festival Internacional de Quadrinhos. A ATUM é um projeto antigo, de pelo menos dois anos, que foi se delineando desde a última edição do festival. Minha idéia era fazer um fanzine para justamente vender no evento. Pegando carona com o pessoal da revista Tarja Preta que há 2 anos atrás estava vendendo o zine à bangu lá no encontro. Ah! Falando do Tarja-Preta lembrei de importantes omissões: Alan Sieber, Andre Dahmer e Bennet da F., Malvados e Zongo Comix, respectivamente e não necessariamente nessa ordem, o pessoal da Mosh, o bem sucedido Garagem Hermética e um mundão de omissões (sabia que eu devia estar sendo injusto no começo)
Bom, mas o negócio é vender o peixe, daí pensei em um Anúncio para a ATUM:
Já estou fazendo camisetas com o peixe!
Na próxima semana ocorre em BH o 5° Festival Internacional de Quadrinhos. A ATUM é um projeto antigo, de pelo menos dois anos, que foi se delineando desde a última edição do festival. Minha idéia era fazer um fanzine para justamente vender no evento. Pegando carona com o pessoal da revista Tarja Preta que há 2 anos atrás estava vendendo o zine à bangu lá no encontro. Ah! Falando do Tarja-Preta lembrei de importantes omissões: Alan Sieber, Andre Dahmer e Bennet da F., Malvados e Zongo Comix, respectivamente e não necessariamente nessa ordem, o pessoal da Mosh, o bem sucedido Garagem Hermética e um mundão de omissões (sabia que eu devia estar sendo injusto no começo)
Bom, mas o negócio é vender o peixe, daí pensei em um Anúncio para a ATUM:
Já estou fazendo camisetas com o peixe!
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