O blog dos quadrinhos da Uol, comandado pelo jornalista Paulo Ramos, teve a idéia de divulgar vários blogueiros e sites de internet sobre quadrinhos no Brasil. Trabalho de amadores e profissionais do ramo. Segue aí a dica, a A.T.U.M. aparece lá. Vários outros interessantes, descubra o que lhe desperta maior interesse. =)
No mais, algumas dicas de fora:
Seleção de quadrinhinistas norte americanos independentes:
http://www.heroesonline.com/con-indie.html
Quadrinista francesa Aude Picault
A filha do Crumb, Sophia. Escreve em Francês porque já de algum tempo a família Crumb mora lá.
O Daniel Clowes está com um quadrinho na Revista New York Times. Muito bom. For Free!
No lado nacional há a Marca de Fantasia e o Menino Caranguejo, fiquei conhecendo por ter vencido o prêmio Ângelo Agostini.
That's All Folks!
quarta-feira, janeiro 30, 2008
sexta-feira, janeiro 25, 2008
ATUM no forno, Dicas e Desenhos Novos
A A.T.U.M. n° 2 está no forno. Esperamos ter o fanzine pronto para a época da quaresma que é quando todo mundo desfruta de um bom peixe :D
É trabalhoso. Cada desenhista faz de um jeito, mas a confecção de uma história em quadrinhos leva três etapas: o roteiro, o desenho e arte final. Parece simples, mas é uma trabalheira em cada uma delas, tanto que as vezes há um profissional para cada.
Eu desenvolvo um roteiro com o desenrolar da história. Primeiramente o roteiro está na cabeça, vou guardando as idéias que tive ou anotanto-as. O roteiro no papel mesmo é para ver como a história funciona. Nele se decidem divisão de quadrinhos por páginas, composição visual, de letreiramento. Enfim, como a história fluirá. Geralmente nessa parte, faço um roteiro rabiscadão com desenhos bem pequenos. Não precisa ter nenhum detalhamento. Na verdade, me impressiono como o meu roteiro é rabiscado. Sempre fico com a idéia de fazer um roteiro mais legalzinho, tipo sketchbook de filme. Mas acabo constatando que em poucas linhas eu consegui traduzir bem a emoção que queria passar para um personagem e acabo pulando essa parte de maiores detalhes. Mas tenho a impressão de que só eu posso entender os meus roteiros. Vejam aí.
O desenho é feito em três etapas: primeiro é delimitar os quadrinhos de cada página e ver como aquela colocação de personagens e cenários imaginada no roteiro vai ficar no papel. É o tempo de recolher todas as referências que serão utilizadas: cenários de cidades, anatomia de equipamentos, posição de personagens. Vale copiar. Eu copio pra caramba. Os cenários de Belo Horizonte, NY e Tóquio na ATUM n°1 foram cópias. A fantasia vaca sagrada é parecida com a de Vaca Misteriosa do Bone de Jeff Smith, propositalmente, uma discreta homenagem a um quadrinho legal pra caramba. Não se preocupe com as cópias, vão sair no seu traço e fica original. E referência é sempre legal, ajuda na identificação das pessoas. Essa primeira etapa não é o desenho em si. É tudo muito rabiscadão, economizado para não se perder tempo fazendo uma arquitetura mais detalhada, por exemplo. Ou pontos de fuga, que requerem paciência maior. A segunda etapa do desenho é reforçar e desenhar pra valer. Já preparando a versão definitiva, hora de caprichar. A Terceira etapa (essa é uma técnica particular) é desmanchar tudo com limpa-tipos. O traço fica bem clarinho por trás.
A Arte final é desenhar sobre o que foi desmanchado. Isso serve para que a folha fique limpa e fique no papel apenas o nanquim e caneta (sem lápis). Alguns deixam o lápis bem fraco, ou usam o lápis azul, daí na hora da arte final não há problema de sujeira. Mas o efeito é quase o mesmo. A arte final é muitas vezes a etapa mais demorada. Requer cuidado para não errar e verificar prenchimentos que de fato funcionem. O letreiramento é meio a parte, tem de estar previsto desde o roteiro onde os balões vão ficar. A primeira marcação à lápis serve também para isso. As folhas vão para o scanner. Lá recebem o tratamento para conservarem o máximo possível da qualidade do original (ainda apanho com essas técnicas e com meu scanner flash stragator). As letras e balões são dessa etapa.
Depois a edição, dá um trabalhinho. Mesmo a tosca que fizemos. Mandar pra gráfica e correr pro
Abraço!
O plano é sair em fevereiro. Acho que vou deixar o blog um pouco desatualizado nesse meio tempo. Seguem mais alguns desenhos meus para diversão e entretenimento:
Olha só, Tina Modotti fotógrafa italiana, ativista política de esquerda, atriz de hollywood, mulher intrigante que esbanjou sensualidade em sua famosa foto nua, contestadora para época (há um quadrinho sobre ela). E achei uma história sobre a personagem em Italiano. Fica aí de referência, não intencional, para a Tina da ATUM:
Um desenho do Sherlock Homes e o cachorro xereta (podia ter colocado o chapeuzinho no cachorro também mas só lembrei depois):
Uma Aquerela Livre, só escalas de cinza. Morcego na árvore:

Mais um do Motoboy e da Motoboa. Do caderno de rascunho:
Pra finalizar um cartum em aquarela escala cinza, que tem como tema dependência dos computadores. Mais moderno ;) Fiz também em um traço e desenho que deixam com cara de anos 90 e 2000:
Seguem dicas de site. Procurando referência sobre a Praça Sete de Setembro, econtrei essas: Veja como era nos anos 40 tinha bem mais árvores:
http://www.casamineira.com.br/bh_antiga/
Ah! e por ocasião do aniversário da antiga São Paulo, 454 anos, desenhos de Paulo Stocker sobre a cidade
Algumas caracterizações para a ATUM n°2 vou tirar desse excelente desenho aqui:
http://www.sonyclassics.com/triplets/#
É trabalhoso. Cada desenhista faz de um jeito, mas a confecção de uma história em quadrinhos leva três etapas: o roteiro, o desenho e arte final. Parece simples, mas é uma trabalheira em cada uma delas, tanto que as vezes há um profissional para cada.
Eu desenvolvo um roteiro com o desenrolar da história. Primeiramente o roteiro está na cabeça, vou guardando as idéias que tive ou anotanto-as. O roteiro no papel mesmo é para ver como a história funciona. Nele se decidem divisão de quadrinhos por páginas, composição visual, de letreiramento. Enfim, como a história fluirá. Geralmente nessa parte, faço um roteiro rabiscadão com desenhos bem pequenos. Não precisa ter nenhum detalhamento. Na verdade, me impressiono como o meu roteiro é rabiscado. Sempre fico com a idéia de fazer um roteiro mais legalzinho, tipo sketchbook de filme. Mas acabo constatando que em poucas linhas eu consegui traduzir bem a emoção que queria passar para um personagem e acabo pulando essa parte de maiores detalhes. Mas tenho a impressão de que só eu posso entender os meus roteiros. Vejam aí.O desenho é feito em três etapas: primeiro é delimitar os quadrinhos de cada página e ver como aquela colocação de personagens e cenários imaginada no roteiro vai ficar no papel. É o tempo de recolher todas as referências que serão utilizadas: cenários de cidades, anatomia de equipamentos, posição de personagens. Vale copiar. Eu copio pra caramba. Os cenários de Belo Horizonte, NY e Tóquio na ATUM n°1 foram cópias. A fantasia vaca sagrada é parecida com a de Vaca Misteriosa do Bone de Jeff Smith, propositalmente, uma discreta homenagem a um quadrinho legal pra caramba. Não se preocupe com as cópias, vão sair no seu traço e fica original. E referência é sempre legal, ajuda na identificação das pessoas. Essa primeira etapa não é o desenho em si. É tudo muito rabiscadão, economizado para não se perder tempo fazendo uma arquitetura mais detalhada, por exemplo. Ou pontos de fuga, que requerem paciência maior. A segunda etapa do desenho é reforçar e desenhar pra valer. Já preparando a versão definitiva, hora de caprichar. A Terceira etapa (essa é uma técnica particular) é desmanchar tudo com limpa-tipos. O traço fica bem clarinho por trás.
A Arte final é desenhar sobre o que foi desmanchado. Isso serve para que a folha fique limpa e fique no papel apenas o nanquim e caneta (sem lápis). Alguns deixam o lápis bem fraco, ou usam o lápis azul, daí na hora da arte final não há problema de sujeira. Mas o efeito é quase o mesmo. A arte final é muitas vezes a etapa mais demorada. Requer cuidado para não errar e verificar prenchimentos que de fato funcionem. O letreiramento é meio a parte, tem de estar previsto desde o roteiro onde os balões vão ficar. A primeira marcação à lápis serve também para isso. As folhas vão para o scanner. Lá recebem o tratamento para conservarem o máximo possível da qualidade do original (ainda apanho com essas técnicas e com meu scanner flash stragator). As letras e balões são dessa etapa.
Depois a edição, dá um trabalhinho. Mesmo a tosca que fizemos. Mandar pra gráfica e correr pro
Abraço!O plano é sair em fevereiro. Acho que vou deixar o blog um pouco desatualizado nesse meio tempo. Seguem mais alguns desenhos meus para diversão e entretenimento:
Olha só, Tina Modotti fotógrafa italiana, ativista política de esquerda, atriz de hollywood, mulher intrigante que esbanjou sensualidade em sua famosa foto nua, contestadora para época (há um quadrinho sobre ela). E achei uma história sobre a personagem em Italiano. Fica aí de referência, não intencional, para a Tina da ATUM:Um desenho do Sherlock Homes e o cachorro xereta (podia ter colocado o chapeuzinho no cachorro também mas só lembrei depois):
Uma Aquerela Livre, só escalas de cinza. Morcego na árvore:
Mais um do Motoboy e da Motoboa. Do caderno de rascunho:
Pra finalizar um cartum em aquarela escala cinza, que tem como tema dependência dos computadores. Mais moderno ;) Fiz também em um traço e desenho que deixam com cara de anos 90 e 2000:
Seguem dicas de site. Procurando referência sobre a Praça Sete de Setembro, econtrei essas: Veja como era nos anos 40 tinha bem mais árvores:
http://www.casamineira.com.br/bh_antiga/
Ah! e por ocasião do aniversário da antiga São Paulo, 454 anos, desenhos de Paulo Stocker sobre a cidade
Algumas caracterizações para a ATUM n°2 vou tirar desse excelente desenho aqui:
http://www.sonyclassics.com/triplets/#
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Quadrinhos em Linhas Gerais
Uma boa forma de separar quadrinhos é pela procedência geográfica. Não a mais eficiente, mas para um principiante funciona bem. A geografia não é a melhor forma porque muitas vezes encontramos um gibi brasileiro que parece japonês, por exemplo, o que seria chamado de Mangá no caso. Mas em linhas gerais não erramos muito em separar os quadrinhos produzidos no mundo atualmente como:
1. Ocidentais (norte-americanos).
2. Europeus
3. Japoneses (Mangás e Mahnwa que é a versão coreana, descobri a pouco tempo).
1. Não vou recorrer muito ao passado remoto, mas os quadrinhos começaram por volta do último quartel do século XIX. Há alguns precursores mais antigos, que vieram logo após a imprensa tipográfica, porém, de forma geral o quadrinho está muito associado ao boom dos jornais ocorrido por volta dos anos 1890 a 1920. Americanos e Europeus disputam cabeça a cabeça quem seria o primeiro. Assim como no caso do avião, poderiamos também meter o bedelho e reivindicar um patrono brasileiro: Angêlo Agostini (como mencionei em post de dezembro). Mas o interessante é que dos dois lados do Atlântico o quadrinho vingou e cada um seguiu seu rumo particular.

O quadrinho norte-americano seguiu uma característica muito peculiar da sociedade daquele país que é o culto ao Herói. Isso antes mesmo dos encapusados com cuecas por cima das calças. Podemos aí lembrar: Dick Tracy, X-9, Ferdinando, Spirit, Mandrake. Mais hérois podem ser lembrados (na categoria super): Fantasma, Capitão Marvel, Shazam, Flash Gordom, Batman, o infalível Super-Homem, Zorro, os mais recentes Homem-Aranha, Lanterna Verde, Hellboy.
Héroi é o que não falta no quadrinho americano, as variações de estilo e abordagem são muitas. Acho que os quadrinhos de herói tem alguns problemas (ainda mais hoje em dia). Mas não dá para não dizer que são legais pra caramba e muito ricos em várias tramas. Vide o Will Eisner, quase unanimidade aqui no Brasil.
Quando criança eu lia muito quadrinhso de herói. O fato deu os achar pior hoje tem mais a ver com roteiristas e alguns desenhistas do que o tema em si. A Linha dos quadrinhos de hérói tem todo o seu desenvolvimento e características comuns. De alguma forma, esses quadrinhos dão maior preferência ao traço realístico das arquiteturas e objetos. Os personagens são mais estilizados, porém não fogem muito aos cânones de proporção: sete cabeças de altura, o tronco são duas cabeças e meia, braço, uma cabeça...
Portanto, quando um autor segue mais ou menos esse estilo, seja na história, no desenho, na arte, ele está seguindo a linha ocidental de produção de quadrinhos. Ainda sim a variação é muito grande. Alguns autores fora do mainstream produzem histórias em preto e branco e usam essa característica para reforçar aspectos como suspense e terror, ou um clima até mais paradão de filme noir (ver o Filme do Sin City para ter uma idéia dos dois primeiros ou New York, para ter uma idéia do segundo).* O grosso da produção de quadrinhos nessa vertente "ocidental" são os quadrinhos de cores berrantes dos supers. As cores tem explicação tecnógica e são chamativas para o mercado, principalmente junvenil e infantil. A Panini está relançando vários clássicos da chamada era de prata dos quadrinhos.
Os quadrinhos americanos não são só hérois. Podemos destacar uma vertente que é quase
isolada e independente nos quadrinhos (presente geograficamente em todo o mundo): os cartuns. Temos George Harriman com Krazy Cat, Pat Sullivan e o Gato Felix, Mickey de Wall Disney, Snoopy de Schulz, Zero, Hagar, Feiffer e vários outros de projeção internacional.
Bom, uma característica muito comum dos quadrinhos americanos é que são todos de rápida produção, o mercado competitivo e frenético dos EUA pode explicar, mas o lance é que independente de serem de super-herói ou cartum, vemos no quadrinho americano uma pre-emência para edição rápida quase jornalistica. Isso se deve pelo formato do meio: jornais ou revistas encadernadas, semanais, mensais ou quadrimensais.
2. Isso serve de contraponto ao quadrinho Europeu que carateriza-se pelo publicação mais em albúns ou em revistas, porém mais espaçadas, que raramente continham uma história completa. Um leitor, para completar Tin Tin "714 vôo para Sidney", por exemplo, tinha de esperar quase três meses para ler a historinha por inteiro, que saia à quatro páginas em uma revista semanal. Acho que o tempo é um fator de explicação muito importante. Com o esquema de produção mais lento, os quadrinistas tinham a chance de desenvolver melhor o enredo e os personagens.
Não é a toque de caixa e possibilitam que um autor somente faça tudo: roteiros, desenho e arte final, a cores ou não. Hergè do Tin Tin foi um dos poucos a ter estúdio.** As características do chamado o quadrinho europeu são também ter uma preocupação realística com a arquitetura porém personagens ainda um pouco mais caricatos do que os norte-americanos. Vide o exemplo de Asterix, ou Spirou.

Porém, não é toda a verdade: Podemos separar nitidamente a escola italiana onde voltam os personagens canônicos e marcadamente presença feminina nos eróticos de Manara e Crepax. Hugo Prat possui um estilo pessoal na aventura, mas é engraçado logo vendo você diz que tem cara de italiano. Uma vertente que podemos separar não por área mas por tema são os ficção: entram aí a Metal Hurlant, onde surgiu Moebius, Barbarela, Mitton, e Serpieri (mais um italiano taradão).
Um aspecto que une muito o quadrinho europeu são as cores menos berrantes. Isso advém de uma questão tecnológica: como a produção européia era mais comedida, as maquinas de impressoras não precisavam produzir a toque de caixa, os equipamentos de impressão lá eram mais caros e sofisticados. Por isso albúns, e por isso mais caros. Tal condição permitia usar maior variação de cores na impressão, o resultado fica um aspecto estético mais agradável que foi chamado de escola da linha clara. O Manara é um bom representante desse uso de cores. Fica mais o aspecto de aquarela.
3. Os quadrinhos japoneses voltam novamente à produção em série, e com muita força. Se diz que lá a população inteira lê algum tipo de quadrinhos. É como ver TV. Por isso há um estilo para cada segmento da população. Shonen para o público masculino, Shoujô que é o formato das meninas e os mangá Hentai de sexo.
Aqui os personagens ganharam os contornos caricatos de olhões
graças ao pai do Mangá Osamu Tezuka. Tezuka é tipo o Maurício de Souza do Japão, ou melhor dizendo, o Walt Disney. Suas histórias são recomendáveis e abordam várias das vertentes que perduram hoje no quadrinho japonês. Para se ter idéia, foi ele que criou o astroboy. O quadrinho japonês cresceu exponencialmente depois de seus trabalhos.
Caracterizam o Mangá o traço preto e branco e arquiteturas definidas de maneira rápida mas com muita competência. Na verdade, há um perfeccionismo bastante oriental na perseguição de detalhes em peças mecânicas, naves, motos e prédios. As histórias são bem desenvolvidas e geralmente autorais. O desenhista faz tudo também. Não sou especialistas em Mangás, mas passo algumas referências para os que querem iniciar: Akira, Lobo Solitário, Adolf do Tezuka, Love Hina, Nausicaa. Um cara que admiro muito é o Miyazaki do famoso Viagem de Chihiro.
Essas são as três regiões geográficas que mais ou menos delimitam as vertentes da produção das histórias em quadrinhos. Lógicamente, muita coisa destoa dessa base geral. Sou da opini
ão de que, geralmente, o tipo de história pede uma ou outra abordagem. O quadrinho de humor, por exemplo, ocorre, em geral, em uma linha mais cartunesca. Mas não há regra rígida, as vezes quebrá-las pode ter um efeito mais que desejável. Uma comédia com desenho realista, pode ser fato novo, deslocando os paradigmas. Ou uma historinha do Homem-Aranha estilo cartum. Como de fato a Marvel lançou dentro de alguns números. Ou os experimentalismos bem sucedidos de Mc Kean, ou Sienkiewicz.
No Brasil, o estilo geral de fazer quadrinhos é ocidental, aliado ao norte-americano. Há a eterna queixa de que herói brasileiro não funciona. Mas não é verdade, não funciona quando é enlatadão, mas quando distoa disso costuma a ser um sucesso. A tradição mais forte em nosso país é o humor, onde predominam também bons cartunistas: Canine, Péricles, Ziraldo, Henfil, Spacca, Iturrusgaraí ...
Uma revolução na cultura de massa ocorreu nos anos 60. Os quadrinhos não ficaram para trás, pelo contrário. Os quadrinhos desempenharam papel importante na promoção de novas artes visuais desenvolvendo capas psicodélicas para discos de Rock'n'Roll, anúncios, chamadas para shows e vestuário.

Tem-se nessa época, na Califórnia, a revolução do quadrinho da
contra-cultura que quebrava os paradigmas comportamentais, abordando temas Tabu, como sexo, discriminação racial e de minorias, uso de drogas, emprego, economia, conflito de gerações. Enfim, quadrinhos hippies, produção de fundo de quintal, baixa tiragem e comercializados de mão-em-mão, ou em pontos muitos especializados conhecidos pela galera cool da esquina das ruas Haight & Ashbury em São Francisco (como bom belo horizontino devo crer que as esquinas têm um poder mágico de fazerem surgir boas coisas).
Os novos comix eram na verdades algo semelhante aos fanzines. O sucesso foi tamanho a ponto de direcionar e ser um fator propagador da cultura dos anos 60. Diversas revistas representantes dessa corrente começaram a surgir. A ZAP comics: onde participaram: R. Crumb, Gilbert Shelton, Victor Moscoso entre outros. Um editor mais antigo mas que adotou essa nova geração é Harvey Kurtzman, criador da revista Mad. A Mad foi a revista de humor da contracultura mais bem sucedida, vendida no mundo inteiro. O artista mexicano Sérgio Aragonés, um dos principais nomes.
A bem ver, o desenho desses novos quadrinistas não é tão novo assim. Relembram exatamente a versão descartada pelos quadrinhos de super-heróis norte-americanos: os cartuns e comics dos anos 30. O desenho de Crumb, os lembra muito. Duas resenhas feitas pelo editor de quadrinhos Rogério de Campos sobre os quadrinhos
Underground merecem destaque: A primeira saiu na copilação da Conrad: "Comic Book, o novo quadrinho norte americano", muito legal. Traz os frutos de quadrinistas da nova geração, anos 90 e 2000: Daniel Clowes, irmãos Hernandez, Joe Sacco, Bagge, Adrian Tomine e outros. Outra resenha do mesmo autor está na revista "Zap" comix, relançada pela Conrad também no Brasil.
A importância dos quadrinhos de contracultura se demonstra na legião de seguidores dessa vertente e nova abordagem de temas para o meio. O Brasil também possui seus representantes nessa área. Os mais famosos são o mestre Laerte, Angeli e Glauco, há o relançamento
pela Devir da famosa revista Chiclete com Banana. Mutarelli é outro destaque do udi-grudi brasileño. Marcatti, do Ratos de Porão e Quadrinhos Escatológicos, confessou sua influência de Crumb e Shelton. Tal vertente vêm muito acalhar com o já tradicional humor brasileiro.
É isso galera, finalizei o post. Os Interessados podem procurar mais bibliografia. Há inumeras teses e trabalhos que divulgam algumas coisas que mencionei nesse post. Alguns aspectos são meus pontos de vista (talvez coubesse a mim defender algo :) Sugiro os textos do Rogério de Campos que mencionei. A Antologia do Chiclete com Banana. O Mutareli também.
Esse longo post começou com o propósito de passar apenas esses três links:
Uma enciclopédia de quadrinistas muito boa. Tem muito neguinho aí. A julgar pelo catálogo deve ser a melhor loja de quadrinhos do mundo essa tal de Lambiek em Amsterdam:
http://lambiek.net/home.htm
Algo interessante lançado no Brasil:
http://www.jozz.com.br/
E um post fera sobre quadrinhos alemães de um bloggeiro de Recife (ao que parece):
http://entropius.blogspot.com/2007/05/quadrinhos-alemes.html
Mais achados:
http://euroquadrinhos.wordpress.com
http://www.bulkool.com/blog/
http://www.neorama.com.br/quadrante0011.html
http://digitaldreammachine.blogspot.com/
Pirei no desenho dessa moça:
http://www.jenwang.net/
* Por falar nisso, Frank Miller está dirigindo um filme do Spirt. Corre o risco de ficar mais Miller do que Eisner, mas confio no quadrinista co-diretor de Sin City.
** E Ninguém menos do que Steven Spilberg quer fazer um filme com o famoso detetive Tin Tin, do belga Hergè.
Créditos das Figuras:
1° Menino pregando poster do Spirit. Meu, :) minha homenagem ao Will Eisner
2° Quarteto Fantástico do Jack Kirby
3° P'Gell Femme Fatale do "The Spirit" do Will Eisner.
4° Brincadeira com o Fantasma. Meu. Para quem não sabe o Fantasma é o esírito que anda e nunca morre porque o herói é hereditário, o legado do fantasma passa de pai para filho. No seriado preto e branco de 1943, o primeiro episódio começa com um ator velho onde o calção parece mais uma fralda geriátrica.
5° Página de "Vôo 714 para Sidney" Tin Tin, Hergè.
6° Jogadora de Basquete em aquarela. Meio imcompleto, mas va lá. Meu.
7° A Cláudia gostosona de "Clic" do Milo Manara
8° Astroboy, desenho animado, Tezuka.
9° Página de AKIRA do Otomo.
10° Batman por Bill Sienkiewicz.
11° Menino Maluquinho do Ziraldo.
12º Fritz The Cat de R. Crumb.
13° Alfred E. Newman, famoso garoto da revista Mad. O nome é uma brincadeira com aquele lance de 5 seg de fama.
14° Álbum Cheap Thrills da Janis Jopplin, capa de R. Crumb que era seu amigo.
15° Capa do Comic Book, já esgotado na loja da Conrad.
16° Capa da Zap comix
17° Capa de Chiclete com Banana.
1. Ocidentais (norte-americanos).
2. Europeus
3. Japoneses (Mangás e Mahnwa que é a versão coreana, descobri a pouco tempo).
1. Não vou recorrer muito ao passado remoto, mas os quadrinhos começaram por volta do último quartel do século XIX. Há alguns precursores mais antigos, que vieram logo após a imprensa tipográfica, porém, de forma geral o quadrinho está muito associado ao boom dos jornais ocorrido por volta dos anos 1890 a 1920. Americanos e Europeus disputam cabeça a cabeça quem seria o primeiro. Assim como no caso do avião, poderiamos também meter o bedelho e reivindicar um patrono brasileiro: Angêlo Agostini (como mencionei em post de dezembro). Mas o interessante é que dos dois lados do Atlântico o quadrinho vingou e cada um seguiu seu rumo particular.

O quadrinho norte-americano seguiu uma característica muito peculiar da sociedade daquele país que é o culto ao Herói. Isso antes mesmo dos encapusados com cuecas por cima das calças. Podemos aí lembrar: Dick Tracy, X-9, Ferdinando, Spirit, Mandrake. Mais hérois podem ser lembrados (na categoria super): Fantasma, Capitão Marvel, Shazam, Flash Gordom, Batman, o infalível Super-Homem, Zorro, os mais recentes Homem-Aranha, Lanterna Verde, Hellboy.
Héroi é o que não falta no quadrinho americano, as variações de estilo e abordagem são muitas. Acho que os quadrinhos de herói tem alguns problemas (ainda mais hoje em dia). Mas não dá para não dizer que são legais pra caramba e muito ricos em várias tramas. Vide o Will Eisner, quase unanimidade aqui no Brasil.Quando criança eu lia muito quadrinhso de herói. O fato deu os achar pior hoje tem mais a ver com roteiristas e alguns desenhistas do que o tema em si. A Linha dos quadrinhos de hérói tem todo o seu desenvolvimento e características comuns. De alguma forma, esses quadrinhos dão maior preferência ao traço realístico das arquiteturas e objetos. Os personagens são mais estilizados, porém não fogem muito aos cânones de proporção: sete cabeças de altura, o tronco são duas cabeças e meia, braço, uma cabeça...
Portanto, quando um autor segue mais ou menos esse estilo, seja na história, no desenho, na arte, ele está seguindo a linha ocidental de produção de quadrinhos. Ainda sim a variação é muito grande. Alguns autores fora do mainstream produzem histórias em preto e branco e usam essa característica para reforçar aspectos como suspense e terror, ou um clima até mais paradão de filme noir (ver o Filme do Sin City para ter uma idéia dos dois primeiros ou New York, para ter uma idéia do segundo).* O grosso da produção de quadrinhos nessa vertente "ocidental" são os quadrinhos de cores berrantes dos supers. As cores tem explicação tecnógica e são chamativas para o mercado, principalmente junvenil e infantil. A Panini está relançando vários clássicos da chamada era de prata dos quadrinhos.Os quadrinhos americanos não são só hérois. Podemos destacar uma vertente que é quase
isolada e independente nos quadrinhos (presente geograficamente em todo o mundo): os cartuns. Temos George Harriman com Krazy Cat, Pat Sullivan e o Gato Felix, Mickey de Wall Disney, Snoopy de Schulz, Zero, Hagar, Feiffer e vários outros de projeção internacional.Bom, uma característica muito comum dos quadrinhos americanos é que são todos de rápida produção, o mercado competitivo e frenético dos EUA pode explicar, mas o lance é que independente de serem de super-herói ou cartum, vemos no quadrinho americano uma pre-emência para edição rápida quase jornalistica. Isso se deve pelo formato do meio: jornais ou revistas encadernadas, semanais, mensais ou quadrimensais.
2. Isso serve de contraponto ao quadrinho Europeu que carateriza-se pelo publicação mais em albúns ou em revistas, porém mais espaçadas, que raramente continham uma história completa. Um leitor, para completar Tin Tin "714 vôo para Sidney", por exemplo, tinha de esperar quase três meses para ler a historinha por inteiro, que saia à quatro páginas em uma revista semanal. Acho que o tempo é um fator de explicação muito importante. Com o esquema de produção mais lento, os quadrinistas tinham a chance de desenvolver melhor o enredo e os personagens.Não é a toque de caixa e possibilitam que um autor somente faça tudo: roteiros, desenho e arte final, a cores ou não. Hergè do Tin Tin foi um dos poucos a ter estúdio.** As características do chamado o quadrinho europeu são também ter uma preocupação realística com a arquitetura porém personagens ainda um pouco mais caricatos do que os norte-americanos. Vide o exemplo de Asterix, ou Spirou.

Porém, não é toda a verdade: Podemos separar nitidamente a escola italiana onde voltam os personagens canônicos e marcadamente presença feminina nos eróticos de Manara e Crepax. Hugo Prat possui um estilo pessoal na aventura, mas é engraçado logo vendo você diz que tem cara de italiano. Uma vertente que podemos separar não por área mas por tema são os ficção: entram aí a Metal Hurlant, onde surgiu Moebius, Barbarela, Mitton, e Serpieri (mais um italiano taradão).
Um aspecto que une muito o quadrinho europeu são as cores menos berrantes. Isso advém de uma questão tecnológica: como a produção européia era mais comedida, as maquinas de impressoras não precisavam produzir a toque de caixa, os equipamentos de impressão lá eram mais caros e sofisticados. Por isso albúns, e por isso mais caros. Tal condição permitia usar maior variação de cores na impressão, o resultado fica um aspecto estético mais agradável que foi chamado de escola da linha clara. O Manara é um bom representante desse uso de cores. Fica mais o aspecto de aquarela.3. Os quadrinhos japoneses voltam novamente à produção em série, e com muita força. Se diz que lá a população inteira lê algum tipo de quadrinhos. É como ver TV. Por isso há um estilo para cada segmento da população. Shonen para o público masculino, Shoujô que é o formato das meninas e os mangá Hentai de sexo.
Aqui os personagens ganharam os contornos caricatos de olhões
graças ao pai do Mangá Osamu Tezuka. Tezuka é tipo o Maurício de Souza do Japão, ou melhor dizendo, o Walt Disney. Suas histórias são recomendáveis e abordam várias das vertentes que perduram hoje no quadrinho japonês. Para se ter idéia, foi ele que criou o astroboy. O quadrinho japonês cresceu exponencialmente depois de seus trabalhos.
Caracterizam o Mangá o traço preto e branco e arquiteturas definidas de maneira rápida mas com muita competência. Na verdade, há um perfeccionismo bastante oriental na perseguição de detalhes em peças mecânicas, naves, motos e prédios. As histórias são bem desenvolvidas e geralmente autorais. O desenhista faz tudo também. Não sou especialistas em Mangás, mas passo algumas referências para os que querem iniciar: Akira, Lobo Solitário, Adolf do Tezuka, Love Hina, Nausicaa. Um cara que admiro muito é o Miyazaki do famoso Viagem de Chihiro.Essas são as três regiões geográficas que mais ou menos delimitam as vertentes da produção das histórias em quadrinhos. Lógicamente, muita coisa destoa dessa base geral. Sou da opini
ão de que, geralmente, o tipo de história pede uma ou outra abordagem. O quadrinho de humor, por exemplo, ocorre, em geral, em uma linha mais cartunesca. Mas não há regra rígida, as vezes quebrá-las pode ter um efeito mais que desejável. Uma comédia com desenho realista, pode ser fato novo, deslocando os paradigmas. Ou uma historinha do Homem-Aranha estilo cartum. Como de fato a Marvel lançou dentro de alguns números. Ou os experimentalismos bem sucedidos de Mc Kean, ou Sienkiewicz.
No Brasil, o estilo geral de fazer quadrinhos é ocidental, aliado ao norte-americano. Há a eterna queixa de que herói brasileiro não funciona. Mas não é verdade, não funciona quando é enlatadão, mas quando distoa disso costuma a ser um sucesso. A tradição mais forte em nosso país é o humor, onde predominam também bons cartunistas: Canine, Péricles, Ziraldo, Henfil, Spacca, Iturrusgaraí ...Uma revolução na cultura de massa ocorreu nos anos 60. Os quadrinhos não ficaram para trás, pelo contrário. Os quadrinhos desempenharam papel importante na promoção de novas artes visuais desenvolvendo capas psicodélicas para discos de Rock'n'Roll, anúncios, chamadas para shows e vestuário.

Tem-se nessa época, na Califórnia, a revolução do quadrinho da
contra-cultura que quebrava os paradigmas comportamentais, abordando temas Tabu, como sexo, discriminação racial e de minorias, uso de drogas, emprego, economia, conflito de gerações. Enfim, quadrinhos hippies, produção de fundo de quintal, baixa tiragem e comercializados de mão-em-mão, ou em pontos muitos especializados conhecidos pela galera cool da esquina das ruas Haight & Ashbury em São Francisco (como bom belo horizontino devo crer que as esquinas têm um poder mágico de fazerem surgir boas coisas).
Os novos comix eram na verdades algo semelhante aos fanzines. O sucesso foi tamanho a ponto de direcionar e ser um fator propagador da cultura dos anos 60. Diversas revistas representantes dessa corrente começaram a surgir. A ZAP comics: onde participaram: R. Crumb, Gilbert Shelton, Victor Moscoso entre outros. Um editor mais antigo mas que adotou essa nova geração é Harvey Kurtzman, criador da revista Mad. A Mad foi a revista de humor da contracultura mais bem sucedida, vendida no mundo inteiro. O artista mexicano Sérgio Aragonés, um dos principais nomes.
A bem ver, o desenho desses novos quadrinistas não é tão novo assim. Relembram exatamente a versão descartada pelos quadrinhos de super-heróis norte-americanos: os cartuns e comics dos anos 30. O desenho de Crumb, os lembra muito. Duas resenhas feitas pelo editor de quadrinhos Rogério de Campos sobre os quadrinhos
Underground merecem destaque: A primeira saiu na copilação da Conrad: "Comic Book, o novo quadrinho norte americano", muito legal. Traz os frutos de quadrinistas da nova geração, anos 90 e 2000: Daniel Clowes, irmãos Hernandez, Joe Sacco, Bagge, Adrian Tomine e outros. Outra resenha do mesmo autor está na revista "Zap" comix, relançada pela Conrad também no Brasil.A importância dos quadrinhos de contracultura se demonstra na legião de seguidores dessa vertente e nova abordagem de temas para o meio. O Brasil também possui seus representantes nessa área. Os mais famosos são o mestre Laerte, Angeli e Glauco, há o relançamento
pela Devir da famosa revista Chiclete com Banana. Mutarelli é outro destaque do udi-grudi brasileño. Marcatti, do Ratos de Porão e Quadrinhos Escatológicos, confessou sua influência de Crumb e Shelton. Tal vertente vêm muito acalhar com o já tradicional humor brasileiro.É isso galera, finalizei o post. Os Interessados podem procurar mais bibliografia. Há inumeras teses e trabalhos que divulgam algumas coisas que mencionei nesse post. Alguns aspectos são meus pontos de vista (talvez coubesse a mim defender algo :) Sugiro os textos do Rogério de Campos que mencionei. A Antologia do Chiclete com Banana. O Mutareli também.
Esse longo post começou com o propósito de passar apenas esses três links:
Uma enciclopédia de quadrinistas muito boa. Tem muito neguinho aí. A julgar pelo catálogo deve ser a melhor loja de quadrinhos do mundo essa tal de Lambiek em Amsterdam:
http://lambiek.net/home.htm
Algo interessante lançado no Brasil:
http://www.jozz.com.br/
E um post fera sobre quadrinhos alemães de um bloggeiro de Recife (ao que parece):
http://entropius.blogspot.com/2007/05/quadrinhos-alemes.html
Mais achados:
http://euroquadrinhos.wordpress.com
http://www.bulkool.com/blog/
http://www.neorama.com.br/quadrante0011.html
http://digitaldreammachine.blogspot.com/
Pirei no desenho dessa moça:
http://www.jenwang.net/
* Por falar nisso, Frank Miller está dirigindo um filme do Spirt. Corre o risco de ficar mais Miller do que Eisner, mas confio no quadrinista co-diretor de Sin City.
** E Ninguém menos do que Steven Spilberg quer fazer um filme com o famoso detetive Tin Tin, do belga Hergè.
Créditos das Figuras:
1° Menino pregando poster do Spirit. Meu, :) minha homenagem ao Will Eisner
2° Quarteto Fantástico do Jack Kirby
3° P'Gell Femme Fatale do "The Spirit" do Will Eisner.
4° Brincadeira com o Fantasma. Meu. Para quem não sabe o Fantasma é o esírito que anda e nunca morre porque o herói é hereditário, o legado do fantasma passa de pai para filho. No seriado preto e branco de 1943, o primeiro episódio começa com um ator velho onde o calção parece mais uma fralda geriátrica.
5° Página de "Vôo 714 para Sidney" Tin Tin, Hergè.
6° Jogadora de Basquete em aquarela. Meio imcompleto, mas va lá. Meu.
7° A Cláudia gostosona de "Clic" do Milo Manara
8° Astroboy, desenho animado, Tezuka.
9° Página de AKIRA do Otomo.
10° Batman por Bill Sienkiewicz.
11° Menino Maluquinho do Ziraldo.
12º Fritz The Cat de R. Crumb.
13° Alfred E. Newman, famoso garoto da revista Mad. O nome é uma brincadeira com aquele lance de 5 seg de fama.
14° Álbum Cheap Thrills da Janis Jopplin, capa de R. Crumb que era seu amigo.
15° Capa do Comic Book, já esgotado na loja da Conrad.
16° Capa da Zap comix
17° Capa de Chiclete com Banana.
domingo, janeiro 06, 2008
"Andanças" de um Peixe Fora d'água
A restrospectiva do mês de Dezembro me fez considerar que foi, de fato, um mês atípico. Em um único mês estive em 7 cidades diferentes. Uma das andanças mais interessantes foi pela cidade maravilhosa, a qual já flerto vários anos sem firmar maior compromisso, não sei ainda muito bem porque, se pelas exigências dela ou se pelas minhas.O Turismo temático é uma das coisas mais interessantes a se fazer enquanto se está de passagem em uma cidade. Pegue um tema que você goste, "quadrinhos", por exemplo, e se desdobreirá procurando os melhores pontos daquela cidade que tenham haver com esse assunto. Garanto que encontrará coisas que a maioria dos turistas não vê e, além disso, estará motivado para conhecer pessoas e lugares diferentes.
Na Visconde de Pirajá, em Ipanema, há uma boa loja especializada
em quadrinhos: a Point HQ. Um acervo bom de quadrinhos, mangás e afins. Não topam vender fanzine lá, pois me disseram não valer a pena. O público da loja não compra, é perda de tempo e espaço. Não encaro da mesma forma, creio que quanto mais opção melhor para o consumidor, se a loja dispor de um espaço para fanzines e revistas independentes cria um hábito para aqueles que gostam de procurar edições alternativas. Mas há um pouco de razão na visão deles, em grande parte causada pelo descompromisso de muitas das publicações independentes, pouca periodicidade, mudança de tema. Porém, as lojas que fazem isso perdem oportunidade de ganhar algum vendendo as coisas boas que pintam (que não são poucas).A próxima parada foi no Flamengo, peguei um metrô na estação do Cantagalo (fui andando de Ipanema até lá). Procurei pela loja chamada 'Cia dos Quadrinhos' que ficava na Marques de Abrantes, dentro de uma galeria. Mas pelo que me informaram já não há mais essa loja no local faz tempo, nem souberam me informar para onde foi. Me disseram de uma 'Cult Comics' do Botafogo, mas àquela altura já era descaminho voltar lá. No dia anterior eu havia passado lá no Botafogo, queria procurar a Cavídeo, uma locadora que promove eventos alternativos e, as vezes, quadrinhos. Mas na 'Point HQ' disseram que não valia a pena passar por lá pois não vendiam, apenas nos eventos mesmo. Decidi prosseguir a trilha rumo ao norte.
No catete, à rua Silveira Martins, há uma escola de desenhos chamada IMPACTO, desconfiado de que lá não venderia hqs, decidi prosseguir. Aproveitei para conhecer a Lapa e não perdi a viagem. Gostei bastante do bairro, prédios antigos, caindo aos pedaços, feira na calçada, lojas de Tatoo e alguns itens. Seria ótimo encontrar um sebo ou uma loja por ali. Mas andei mais um pouco e na av. República do Paraguai, pouco mais a frente da Catedral Metropolitana e do prédio da Petrobrás, de arquitetura interessante que lembra uma plataforma, havia uma banca de quadrinhos usadas. Quatro barraquinhas com tudo que é quadrinho, muita variedade. Foi onde deixei quatro ATUNS com o seu Marco Antônio, as barraquinhas ficam na quase esquina com a R. da Carioca. Um ponto de venda condizente com a A.T.U.M. e os fanzines.
Já com um pouco de pressa, passei em frente ao Mercado Popular da Urugauiana, aposto que se eu me empenhasse em procurar uma banca lá acharia onde deixar as revistas. Conferi depois que é lá que fica a Tabacaria "King Smoke" que patrocina a galera-fumaça do Tarja Preta. Na hora não me atinei de procurar nada por lá, mas fica a dica, é um ponto turístico apropriado para a A.T.U.M. Ali perto, no Centro, há alguns hotéis de diárias módicas. Atravessei a Presidente Vargas e distribui uma revista para um desenhista de rua. O fim da caminhada foi no bar Bodega do Sal, onde inclusive foi feita uma filmagem para esse filme "Meu nome não é Johnny" que saiu agora.Em Volta Redonda - RJ conheci uma nova loja especializada em anime, RPG e games:
CYBERPUNK _ Pontual Shopping 5° Andar - 508.
Vila Santa Cecília - Volta Redonda, RJ. (24) 8119-2070. Deixei duas A.T.U.M. Falar com o Bernardo.
(Comprei em VR o fanzine ATRIA da Larissa Franco).
BANCA DO MARCO ANTÔNIO_ Av. República do Paraguai, calçada, esquina com a Rua da Carioca. Rio de Janeiro, Centro. 4 A.T.U.M.'s. O Marco Antônio é um cara de Bigode Leôncio.
POINT HQ _ Não ficou nenhuma A.T.U.M. lá mas passo a dica assim mesmo: Rua Visconde de Pirajá, 207, 3° andar loja 307.
Há muitas outras lojas e bancas especializadas no Rio, mas tive apenas um dia para percorrer esse caminho. Quem for da cidade e quiser os números pode nos solicitar pelo e-mail: atumhq@gmail.com
De todo modo minha historinha está agora no orkut, para os orkuteiros de plantão:
http://www.orkut.com/Album.aspx?uid=14551071022911404053&aid=1
Os que quiserem dar uma força para nossa comunidade, acabei de criar uma no orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=44907070
(As fotos que estão aí não são minhas, são da internet mesmo, em breve coloco as poucas que tirei).
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